quarta-feira, 8 de abril de 2009

PARTDA
A incerteza do que virá
o que eu quero e o que trará
o tempo de amanhã,
mas que tão efêmero há,
Porque sei que hoje é
o que amanhã permanece
caso eu não me apresse
e faço algo mudar.
Me arrasto nos dias agora
sem forças pra ir embora,
porém sem querer ficar.
Perco-me em meio às horas
atordoada, entorpecida
deixando escorrer a vida
perdendo o rio que corre,
eu dentro de mim escondida.
Há de existir ousadia
onde nada mais se encontra
uma nesga de alegria
preencher a alma vazia.
Pordoe-me, mas devo ir
pra não dar lugar à morte
chorarei pra depois sorrir
chorarás, mas compreenderás.
Não és meu e nem eu tua,
só amigos na caminhada
e agora não há mais nada
que possamos compartilhar.
se não me perdes pra vida,
pra morte terás perdido.
que neste instante sofrido,
encontremos os dois guarida, pois
ao abismo de agonia
Certamente desceremos
não mais fundo que agora!
mas logo virá a hora que
fortes emergiremos
renascidos, recomecemos.

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